Saber se os homens são capazes de fazer escolhas e eleger o seu caminho, ou se não passam de joguetes de alguma força misteriosa, tem sido há séculos um dos grandes temas da filosofia e da religião. [...] Recentemente, o exército dos deterministas – para usar uma palavra que os engloba – ganhou um reforço de peso: o dos neurocientistas. Eles são enfáticos: o livre-arbítrio não é mais que uma ilusão. E dizem isso munidos de um vasto arsenal de dados, colhidos por meio de testes que monitoram o cérebro em tempo real. O que muda se de fato for assim? (Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/olivre-arbitrio-nao-existe-dizem-neurocientistas)
Com base no relato acima e nas noções de agente moral, liberdade e responsabilidade, é possível afirmar:
I. A ideia de agente moral supõe a habilidade de tomar decisões e a capacidade de agir segundo nossas próprias escolhas, por isso crianças não são consideradas agentes morais plenos.
II. Aos agentes morais pode ser atribuída responsabilidade moral e, em alguns casos, responsabilidade legal.
III. Se o determinismo neurocientífico estiver correto, então, de fato, não somos livres. Ora, se não somos livres, não poderemos mais ser responsabilizados por nossas ações.
Está(ão) correta(s)