SACKS E A MEDICINA
É de impressionar quantos médicos e pesquisadores foram salvos de certa desilusão com a profissão por Oliver Sacks. Ainda no domingo, recebi por e-mail esta interessante mensagem do médico Cláudio Galvão de Castro Júnior, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica:
Para mim, o ano mais complicado da faculdade foi o primeiro. Tinha dificuldade em decorar nomes de aminoácidos, ossos e músculos.
Naqueles dias cinzentos, um professor mencionou um livro que logo fui comprar. “O homem que confundiu sua mulher com um chapéu” me deu um grande alento e ânimo. A obra, que descreve pitorescos casos da neurologia, me ajudou a perceber que o volume enorme de informações do curso de medicina, aparentemente desconexas, iria fazer sentido.
Em sua recém-publicada biografia, ele escreve sobre o medo que teve de não conseguir se formar e sobre os pesadelos que o traziam de volta aos tempos de provas e exames finais, como se estivesse empacado em um eterno período estudantil, mesmo depois de 50 anos de formatura.
Quando eu estudava, vivi esse mesmo medo – e igualmente tenho pesadelos idênticos até hoje.
A ele, onde quer que esteja, meu agradecimento por sua ajuda indispensável à minha formação médica e humana.
(Disponível: http://naovenhacomhistorinha.blogfolha.uol.com.br/2015/09/01/o-inevitavel-sofrimento-da-mae-e-do-pai-quando-o-filho-cresce-e-sai-de-casa/ Acesso: 11 set. 2015.)
O referente de “vivi esse mesmo medo” (quinto parágrafo) é: