Se as férias são o desagrado para o menino, pois são tempo para ficar em casa, sem livros, sem viagens, um ou outro domingo na casa do tio Jorge, tão pobre quanto eles, o retorno às aulas também traz pouca alegria. Não pelas aulas ou pelo estudo, que disso o menino gosta. O que lhe causa tanta aflição é a falta de criatividade das professoras que, ano após ano, solicitam sempre a mesma tarefa no primeiro dia de aula.
A professora entra na sala e (não importa que rosto tenha) apresenta- se, sorri e com uma voz de fada de primeiro dia de aula, escreve no quadro a sentença detestável: Minhas férias.
RITER, Caio. Eu e o silêncio do meu pai. São Paulo: Biruta, 2011, p.82.
Tendo em vista a situação relatada no contexto da obra, infere-se a intenção do narrador de