Se na Antiguidade existiu a crença de que as doenças eram enviadas aos homens pelos deuses como castigo por suas faltas, foi também durante esse largo período histórico que surgiram as primeiras formulações de que as doenças eram provocadas por fatores naturais, a exemplo de Hipócrates (século IV a.C.). [...]
Durante a Idade Média vigorou a ideia de que as práticas mágicas e religiosas eram fatores determinantes para a manifestação das doenças; no entanto, os médicos do medievo também difundiram o conceito de contaminação e a necessidade da quarentena como forma de contenção da propagação de epidemias. Nas faculdades medievais de medicina conviviam os ensinamentos de Hipócrates, os de Galeno e de alguns médicos do mundo árabe.
(Eliane C. D. Fleck e Leny C. Anzai. “Apresentação do dossiê ‘História da saúde e das doenças: protagonistas e instituições’”. Territórios & Fronteiras, jul./dez. de 2013.)
Depreende-se do excerto que