Se não há dinheiro para o povo comer, há de sobra para os fascistas nacionais foguetearem a discurseira com que o Hitler de Sapucaí se despediu de Portugal. Foi como político covarde e mau literato que o Sr. Plínio Salgado sucessivamente se encarnou de cristão e se vestiu de integralista, em que se petrificou o ódio à liberdade e o desprezo pela democracia. É, pois, com o pé cheirando a sangue dos nossos soldados mortos na luta contra o fascismo, que ele desce em terras brasileiras.
(Oswald de Andrade. Telefonema, 1996. Adaptado.)
Esse artigo do escritor Oswald de Andrade foi, a princípio, publicado no jornal Correio da Manhã em 27 de agosto de 1946.
O artigo reflete, ainda, a conjuntura histórica dos anos de 1930, marcados