Se queres sentir a felicidade de amar, esquece
[a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus – ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Deixa teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não.
(Estrela da vida inteira, 1988.)
Um traço estilístico de Manuel Bandeira, observável nesse poema, é: