Se Ricardo Reis simboliza uma forma humanística de ver o mundo, evidente na adesão ressuscitadora do espírito da Antiguidade clássica e do paganismo, Álvaro de Campos é o poeta moderno, embebido do século XX, engenheiro de profissão. Já Alberto Caeiro foge para o campo, pois deve procurar viver simplesmente, como as flores, os regatos, as fontes, os prados. Contemporâneo da Guerra de 1914, Fernando Pessoa vive a crise provocada pela necessidade de abandonar as velhas e tradicionais formas de civilização e da cultura burguesa; em resposta a isso, viu-se num espelho de múltiplas faces e possibilidades, dos mitos às formas futuristas, e representou a todas.
(Baseado em Massaud Moisés.A literatura portuguesa. São Paulo: Cultrix, 1965, p. 347-350)
Considerando o espírito da Antiguidade clássica, referida no texto de Mussaud Moisés, é correto afirmar que, o Renascimento italiano, nos séculos XV e XVI, ao resgatar a cultura grega deixou-nos um legado inabalável pela força do tempo: