Segunda-feira, Dia Internacional da Mulher, recebi de uma amiga de Araraquara, educada, culta, um bilhete que me despertou a memória afetiva. Ela comanda milhares de funcionários, mas teve tempo de sentar-se e, antes de mergulhar no dia a dia pandemônico, lembrou-se de um momento da adolescência no Instituto de Educação Bento de Abreu de Araraquara, onde gerações estudaram por décadas. Ela: “Deixe-me te dizer que descobri os primórdios do WhatsApp. Foi no Ieba onde hoje é a Casa da Cultura. De manhã, científico. À tarde, quarta série ginasial. Na fresta da tampa da carteira com o apoio cabia um bilhete dobradinho. Aquilo era uma festa. Cada carteira tornava-se a caixa postal de bilhetes para correspondentes do outro horário. Uma alegria a ansiedade para ler a resposta. Subíamos a escada correndo. Eram escritos precursores de namoros. De manhã, era classe masculina e à tarde, feminina.
Excerto do texto “Sedução nas Carteiras da Escola” de Ignácio de Loyola Brandão.
Podemos assegurar que a única informação correta está no item: