Segundo Márcio Pochmann, pesquisador brasileiro, a inédita modernização capitalista brasileira, materializada entre as décadas de 1930 e 1980, trouxe consigo a elevação do horizonte de expectativas coletivas ao Brasil real, viabilizado pelo acesso à identidade da carteira de trabalho, à categoria profissional validada pelo pertencimento à estrutura sindical e à cidadania regulada por direitos sociais e trabalhistas. Nesse período, floresceu e se consolidou o denominado emprego sólido, sustentado pelo mínimo dos direitos sociais e trabalhistas. A partir dos anos 1990, pelo estímulo governamental, ganhou corpo o projeto do empreendedorismo individual, em que cada trabalhador ocupado se assume na condição de pessoa jurídica, descolado dos direitos sociais e trabalhistas, andando rapidamente em direção à terceirização, ao microempreendedor individual, entre outras formas que foram convertendo o antigo emprego sólido em crescentemente líquido.
Fonte: POCHMANN, Márcio. O emprego que virou suco. Disponível em: https://outraspalavras.net/trabalhoeprecariado/o-emprego-que-virousuco/ Acesso em: 1 nov. 2021. Adaptado.
Sobre esse assunto, analise as proposições abaixo.
I - Na era do emprego sólido, a ideia de pertencimento e cidadania como trabalhador está associada ao acesso a direitos sociais e trabalhistas.
II - A ruína do emprego sólido rebaixa as expectativas dos trabalhadores e enfraquece os sindicatos, como instituição de representação de interesses coletivos.
III - A desregulação da legislação social e trabalhista e a flexibilização do mercado de trabalho predominam nos tempos de emprego líquido.
Estão CORRETAS as afirmativas: