Segundo o filósofo brasileiro Silvio de Almeida, o racismo no Brasil “é uma decorrência da própria estrutura social, ou seja, do modo 'normal' com que se constituem as relações políticas, econômicas, jurídicas e até familiares, não sendo uma patologia social e nem um desarranjo institucional. O racismo é estrutural. Comportamentos individuais e processos institucionais são derivados de uma sociedade cujo racismo é regra e não exceção. O racismo é parte de um processo social que ocorre ‘pelas costas dos indivíduos e lhes parece legado pela tradição’. Nesse caso, além de medidas que coíbam o racismo individual e institucionalmente, torna-se imperativo refletir sobre mudanças profundas nas relações sociais, políticas e econômicas.”
ALMEIDA, S. de. Racismo estrutural. São Paulo: Sueli Carneiro; Pólen, 2019, p. 33.
I – O que o autor quer enfatizar é que o racismo, como processo histórico e político; cria as condições sociais para que, direta ou indiretamente, grupos racialmente identificados sejam discriminados de forma sistemática.
II – O racismo é decorrente do comportamento moral dos indivíduos, o que poderia ser evitado através de uma educação antirracista.
III – O racismo no Brasil está vinculado ao passado colonial e escravista no País. Contudo, mais recentemente, as mudanças ocorridas na sociedade brasileira indicam que se vive no País uma democracia racial.
IV – O racismo no Brasil é estrutural, pois está solidificado na cultura, nas relações políticas, econômicas, jurídicas que nos definem enquanto sociedade. Portanto, está presente em todas nossas ações e relações, seja de forma consciente ou inconsciente.
V – A cultura racista pode ser superada por uma nova educação, capaz de coibir as práticas racistas e impulsionar uma cultura igualitária.
Assinale a alternativa correta.