Segundo reportagem de Tayanne Silva, postada em 22 de novembro de 2020 pelo Correio Brasileiro, “O cabelo afro é uma identidade, um marco, uma cultura e se tornou até uma tendência de moda. Por muitos anos, os fios crespos e cacheados foram taxados, pejorativamente, como ‘cabelo ruim’. A nova era é marcada pelos enfrentamentos étnico-raciais e pela resistência, para resgatar a origem, o estilo e, principalmente, aumentar a autoestima das pessoas negras, que passaram a aderir cada vez mais aos penteados afros, como as tranças”. Nesta mesma reportagem, a cabeleireira Thayza Cardoso faz a seguinte observação sobre as tranças: “Elas são de origem africana. A mais antiga é a nagô, que consiste numa trança rasteira, rente ao couro cabeludo.”.
As tranças nagô possibilitam a criação de verdadeiras obras de arte nas cabeças das pessoas. Uma possibilidade é a trança coração.
Imagem retirada da dissertação de mestrado de Luane Bento dos Santos: Para além da estética: uma abordagem etnomatemática para a cultura de trançar cabelos nos grupos afro-brasileiros.
Essa trança pode ser feita a partir de um triângulo. Veja uma possível estrutura, na qual o triângulo ABC é equilátero
Se uma trançadeira seguir a estrutura anterior e desejar que a distância entre os pontos A e D seja de 6 cm, qual será o tamanho de cada lado do triângulo ABC?