Seja com escravos africanos, escravos ou semi-escravos indígenas, a organização das grandes propriedades açucareiras da colônia foi sempre, desde o início, mais ou menos a mesma. É ela a da grande unidade produtora, que reúne, num mesmo conjunto de trabalho produtivo, um número mais ou menos avultado de indivíduos sob a direção imediata do proprietário ou seu feitor. É a exploração em larga escala, que, conjugando áreas extensas e numerosos trabalhadores, constitui-se como uma única organização coletiva do trabalho e da produção.
(Caio Prado Júnior. História econômica do Brasil, 1969.)
Analisando-se a descrição da unidade econômica açucareira implantada pela metrópole portuguesa no Brasil, pode-se concluir que, na sociedade colonial brasileira,