Sem o mecanismo criado por Lenin, no qual os revolucionários profissionais eram os quadros, é inconcebível que pouco mais de trinta anos após Outubro um terço da humanidade vivesse sob regimes comunistas. O que sua fé e sua irrestrita lealdade ao quartel-general da revolução mundial em Moscou deram aos comunistas foi a capacidade de ver-se como partes de uma igreja universal, não uma seita.
(Eric J. Hobsbawm. Era dos extremos: o breve século XX. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 79. Adaptado.)
Dada a expansão internacional do movimento revolucionário iniciado na Rússia após 1917, o texto atribui o seu ímpeto: