Sendo o primeiro presidente eleito diretamente em 29 anos, Collor teve de experimentar as demandas reais e irreais dos brasileiros. Imaginava-se que a eleição permitiria solucionar os graves (e velhos) problemas nacionais, após o fracasso da Nova República. O voto agiria como elemento mágico. Ele próprio incorporou essa visão de mundo e diversas vezes, ao longo de todo o mandato, recordou os 35 milhões de votos obtidos no segundo turno. Não atentou para os novos contrapesos criados pela Constituição de 1988 e para a distinta configuração entre os poderes.
(Marco Antonio Villa. Collor presidente, 2016.)
O texto apresenta o fracasso do período presidencial de Collor como resultado, entre outros fatores, de