(...) Senhor! Quando avistou o peru, no centro do terreiro, entre a casa e as árvores da mata. O peru, imperial, davalhe as costas, para receber sua admiração. Estalara a cauda, e se entufou, fazendo roda: o rapar das asas no chão – brusco, rijo, – se proclamara. Grugulejou, sacudindo o abotoado grosso de bagas rubras; e a cabeça possuía laivos de um azulclaro, raro, de céu e sanhaços; e ele, completo, torneado, redondoso, todo em esferas e planos, com reflexos de verdes metais em azulepreto – o peru para sempre. Belo, belo! Tinha qualquer coisa de calor, poder e flor, um transbordamento. Sua ríspida grandeza tonitruante. Sua colorida empáfia. Satisfazia os olhos, era de se tanger trombeta. Colérico, encachiado, andando, gruziou outro gluglu. O menino riu, com todo o coração. Mas só bisviu. Já o chamavam, para o passeio.
(“As margens da alegria” in Primeiras estórias , João Guimarães Rosa)
Sobre o fragmento acima, observe as seguintes afirmativas:
I – Ocorrem neologismos e faz-se o registro do olhar infantil.
II – Os recursos melódicos sobrepõem-se aos registros visuais.
III – Os registros visuais culminam numa revelação da beleza.
Está CORRETO apenas o que se afirma em: