SER INVENTIVO, MAS COM BOM SENSO.
A criatividade revela inteligência extrema, mas qual é o gênio que não tem uma pitada de loucura? As pessoas inventivas são engenhosas; aquelas que sabem escolher com sensatez, prudentes. A inventividade é também um dom, e muito raro, visto que muitos são bons em escolher, mas poucos são bons em inventar bem, e estes poucos foram os primeiros, na excelência e no tempo. A novidade é lisonjeira e, quando feliz, faz o que é bom brilhar duplamente. Em questões de discernimento a inventividade é perigosa, pois resvala no paradoxo; em questões de inteligência, é louvável, e, quando acertadas, as duas são dignas de aplauso.
GRACIÁN, Baltasar. A arte da prudência. São Paulo: Martin Claret, 2002.
A principal ideia traduzida no texto aponta a assertiva de que: