Sir Richard Owen (1804-1892) foi um dos cientistas pioneiros na busca do ordenamento divino em nosso corpo e teve o privilégio de ser um anatomista em meados do século XIX, quando ainda existiam tipos novos de animais a serem descobertos. Seu estudo dessas novas criaturas bizarras lhe forneceu ideias especiais: ele começou a ver padrões importantes no aparente caos da diversidade da vida.
Owen descobriu que nossos braços e pernas, pés e mãos se encaixavam em um esquema muito maior. Viu aquilo que os anatomistas que o precederam há muito sabiam – que existe um padrão para o esqueleto de um braço humano: um osso no braço, dois no antebraço, um punhado de oito ossinhos nos punhos e depois uma série de cinco bastões que constituem os dedos. O padrão dos ossos na perna humana é mais ou menos o mesmo: um osso, dois ossos, muitas bolotas e cinco dedos. Ao comparar esse padrão com a diversidade das ossadas no mundo, Owen fez uma descoberta notável.
(Neil Shubin. A história de quando éramos peixes, 2008. Adaptado.)
A existência de um padrão estrutural básico no esqueleto dos vertebrados é interpretada pela biologia evolutiva como uma evidência de