A relação de perda e separação do lar/família é também um modo de se pensar o exílio, mesmo que vivendo na mesma cidade de sempre. Essa história de vida se repete bastante na condição sociocultural de travestis brasileiras, a exemplo do que ocorre na obra. Nela, o leitor é levado, numa narrativa policial, a conhecer e desvendar a vida de Renê, cujo registro civil era Sergus Walleresttein, mas que transformara seu corpo, tornando-se uma linda e sedutora travesti loura, dançarina de boates da noite paulistana.