Sobre as obras indicadas para o Vestibular da Acafe – Inverno 2021 e sobre a Literatura Brasileira em geral, analise os textos a seguir.
I. Na obra O Negro – Cruz e Sousa, organizado por Zilma Gesser Nunes, “configura-se uma amostra de como o poeta tratou o negro em sua produção, seja em sua condição de escravo, em cenas de dor e humilhação, seja na condição de poeta emparedado por uma sociedade preconceituosa”.
II. “É triste não ser branco” escreveu Lima Barreto, escritor simbolista, em sua obra inacabada O Cemitério dos Vivos, resumindo numa confidência amarga todas as limitações que sofria. Mais que um complexo, a cor era uma barreira para a sua vocação de escritor. Tinha que transpô-la, mesmo que não conseguisse vencer o complexo.
III. A linguagem da literatura naturalista caracteriza-se, entre outros aspectos, pela exatidão das descrições, pelo apelo à minúcia e pela linguagem simples e coloquial, como no seguinte exemplo: “E viu a Rita Baiana, que fora trocar o vestido por uma saia, surgir de ombros e braços nus, para dançar. A lua destoldara-se nesse momento, envolvendo-a na sua cama de prata, a cujo refulgir os meneios da mestiça melhor se acentuavam, cheios de uma graça irresistível, simples, primitiva, feita toda de pecado, toda de paraíso, com muito de serpente e muito de mulher.”
IV. A obra O Guarani, de José de Alencar, é um romance que está de acordo com a doutrina do Romantismo, então corrente do “bom selvagem”, proposta pelo filósofo Jean-Jacques Rousseau, que
dizia ser o homem primitivo essencialmente bom, e que a sua corrupção, quando ocorria, devia-se à sociedade.
V. Sobre o escritor Guimarães Rosa, sabe-se que “em toda sua obra, lutou por uma língua brasileira que estivesse mais próxima do falar do povo. Em Macunaíma, temos, talvez, a sua criação máxima: a partir desse anti-herói, o autor enfoca o choque do índio amazônico (que nascera preto e virou branco – síntese do povo brasileiro) com a tradição e cultura europeia na cidade de São Paulo, valendo-se, para tanto, de profundo conhecimento do folclore brasileiro” (José de Nicola).
De cima para baixo, está correto o que se afirma em: