Com um ritmo agradável, o diretor de O Menino e o Mundo dedica-se a representar de maneira lúdica os espaços e as configurações do mundo contemporâneo: a exploração dos agricultores, a falência das fábricas, a tristeza dos tecelões, a precariedade dos artistas de rua, a falta de estrutura nas comunidades carentes, o regime militar. Tudo é retratado de modo a misturar o sonho (a bela música das favelas) com o pesadelo (os tanques de guerra, transformados em animais gigantescos).