Sendo um típico romance social e regional da década de 30, o livro, como é típico na produção ficcional de Graciliano Ramos, supera o que se poderia restringir a esse enquadramento devido à incorporação de questionamentos psicológicos a respeito da conduta do protagonista e narrador, Paulo Honório. Seu memorialismo, associado à problematização da linguagem no livro que ele se propõe a escrever, conduz o seu autorretrato a uma complexidade que transcende a caracterização simplista e estereotipada do “fazendeiro ambicioso” e injusto. O problema que suas memórias colocam diz respeito à falta de sentido para seus atos