Sobre o “Tempo da Igreja” e o “Tempo do mercador”, o historiador Jérôme Baschet assim se referiu:
“O tempo das cidades introduz distanciamentos marcantes em relação aos tempos da Igreja, dos senhores e da terra. Mesmo se muitos citadinos permanecem em contato estreito com a vida dos campos, as atividades artesanais e comerciais não são diretamente submetidas ao ritmo das estações. É na cidade, e para a cidade, que o relógio mecânico público, cuja técnica aparece por volta de 1270-80, se difunde através da Europa ao longo do século XIV, por exemplo, em Paris, em 1300, em Florença e Gand, em 1325”.
(BASCHET, Jérôme. A civilização feudal: do ano mil à colonização da América. São Paulo: Globo, 2006, p. 310).
A partir do texto entende-se que: