Stalingrado…
O mundo não acabou, pois que entre as ruínas
outros homens surgem, a face negra de pó e de pólvora,
e o hálito selvagem da liberdade
dilata os seus peitos, Stalingrado,
seus peitos que estalam e caem
enquanto outros, vingadores, se elevam.
sinto-te como uma criatura humana, e que és tu, Stalingrado,
senão isto?
Uma criatura que não quer morrer e combate,
contra o céu, a água, o metal a criatura combate,
contra milhões de braços e engenhos mecânicos a criatura
combate,
contra o frio, a fome, a noite, contra a morte a criatura
combate,
e vence.
(Carlos Drummond de Andrade. A rosa do povo, 2012. Adaptado.)
O poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade homenageia a cidade de Stalingrado, cujo papel decisivo na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) foi o de