Tapera de arraial. Ali, na beira do rio Pará, deixaram largado um povoado inteiro: casas, sobradinho,
capela; três vendinhas, o chalé e o cemitério; e a rua, sozinha e comprida, que agora nem mais é uma
estrada, de tanto que o mato a entupiu.
Ao redor, bons pastos, boa gente, terra boa para o arroz.
E o lugar já esteve nos mapas, muito antes da malária chegar.
(...)
É de-tardinha, quando as mutucas convidam as muriçocas de volta para casa, e quando o carapanã
rajado mais o mossorongo cinzento se recolhem, que ele aparece, o pernilongo pampa, de pés de prata e
asas de xadrez.
Guimarães Rosa.
Dos recursos expressivos frequentes no estilo de Guimarães Rosa, o único que NÃO ocorre no fragmento acima é: