Taverna
Os bêbados todos lançam seus olhares
- às vezes mortiços, às vezes semivivos -
quando passa a moça
com sua bandeja de delícias.
Não se sabe se aspiram
os odores, os suores da fêmea
ou se degustam, engolindo em seco,
o sabor doce-amaro da cerveja.
Mas com certeza, todos os olhares
se lançam ávidos, sequiosos, gulosos
quando a moça passa com sua bandeja.
CAMPOS, Osmar Casagrande. A casa: (in) cômodos (di) versos. Palmas-TO: Kelps Editora, 2009, p. 24.
Do ponto de vista estilístico, pode-se afirmar que o autor na construção das imagens na taverna, utilizou-se de uma linguagem carregada de: