Tendência libertária, esse movimento reinventou quase tudo: conferiu dignidade às coisas mais triviais, prestigiou as formas simples, a vida do presente. Definiu a importância das culturas nacionais e mudou totalmente a noção do que era ser artista: até então, artista era um sujeito hábil em repetir determinados padrões já assentados na tradição; a partir desse movimento, artista é o que inventa, o que cria aquilo que não existia. Antes, literatura e outras modalidades artísticas se ocuparam ou da tradição clássica ou das coisas envolvidas na tradição cristã; depois, esses temas perderam quase totalmente o prestígio.
(Luís Augusto Fischer. Literatura brasileira: modos de usar, 2013. Adaptado.)
O movimento a que se refere o texto é o