TEORIA QUE NÃO SE DIZ TEORIA
A separação entre teoria e prática é um histórico problema filosófico. Em diversos contextos, a prática é supervalorizada enquanto a teoria é diminuída. A prática é tida como urgente, e a teoria colocada como uma inutilidade, como perda de tempo. A supervalorização da prática serve ao mundo da produtividade capitalista que precisa achatar a importância da teoria e com isso qualquer coisa que diga respeito ao pensamento.
A separação entre teoria e prática serve para ajustar o imaginário coletivo. Há teorias por trás de todas as ações práticas, mas isso não deve ser revelado. E há teorias por trás das “inações” de uma sociedade acomodada que, por mais que possam parecer nada práticas, são muito, mas muito práticas (...). Coluna da filósofa Márcia Tiburi publicada na edição de outubro/2015 da revista CULT.
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