Terminado o aprendizado, os novos cavaleiros recebiam suas armas em grupo, em enxame organizado como uma família, já que geralmente o filho do senhor era sagrado cavaleiro em companhia dos filhos dos vassalos. Eles não se deixavam mais, associados na glória ou na vergonha. Seu bando corria de um torneio ao outro, de uma querela, de uma escaramuça à outra, indissociável, arvorando os sinais de sua coesão, cores ou um grito de reunião, o devotamento de todos esses camaradas a envolver o corpo de seu chefe em uma vestimenta indispensável de familiaridade doméstica: uma família itinerante.
(Georges Duby. História da Vida Privada 2, 1990. Adaptado.)
O excerto trata de aspectos do mundo medieval com base na vida de jovens cavaleiros, cujo grupo