Texto 1
Art. 231. São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.
§ 1º - São terras tradicionalmente ocupadas pelos índios as por eles habitadas em caráter permanente, as utilizadas para suas atividades produtivas, as imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar e as necessárias a sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições.
Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.
Texto 2
[...] Agora, durante o mais novo ciclo de desenvolvimento dependente brasileiro, que teve início no governo Lula, é justamente essa dita fronteira agrícola que busca se expandir outra vez e, de novo, à custa dos povos originários ou dos camponeses sem terra. Mas, quando falamos em agricultura não está em questão aquela que produz comida para a mesa dos brasileiros, e sim a de exportação, que na linguagem empresarial ganhou o pomposo nome de agronegócio. Pois esse negócio representa mais de 22% da riqueza total produzida no país, o que não é pouca coisa. Só a China tem importado mais de 380 milhões de dólares em produtos agrícolas, bem como os Estados Unidos que encostase a essa mesma cifra. Segundo informações do governo federal (dados de2011), os produtos de maior destaque que saem do país são as carnes (US1,14bilha~o);osprodutosflorestais(US 702 milhões); o complexo soja - grão, farelo e óleo (US685milho~es);ocafeˊ(US 605 milhões) e o complexo sucroalcooleiro - álcool e açúcar (US$372 milhões). Nota-se que a maior parte da exportação diz respeito a grãos (que no geral servem para alimentar animais) e madeira, dois legítimos representantes da monocultura destruidora de terra.
Fonte:http://suedlucas.jusbrasil.com.br/artigos/203413790/os-conflitosacerca-da-demarcacao-de-terras-indigenas, acesso em 17 de julho de 2016 (adaptado)
Texto 3
Um conflito ocorrido na manhã desta terça feira (16 de junho de 2016), entre fazendeiros e indígenas, na região de Dourados (MS), resultou na morte de uma liderança indígena e ao menos cinco feridos. As informações foram confirmadas pelo ISA (Instituto Socioambiental). O ataque aos índios da etnia guarani-kaiowá ocorreu na terra indígena Durados-Amambaipegua I, no sul do Mato Grosso do Sul. O confronto, segundo informações preliminares, teria envolvido a participação de certa de 70 fazendeiros.
Fonte:http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agenciaestado/2016/06/14/conflito-entre-fazendeiros-e-indios-em-ms-deixa-ummorto-e-cinco-feridos.htm acesso em 17 de julho de 2016 (adaptado)
Os três textos abordam um tema bastante polêmico: o acesso à terra e sua função socioeconômica. Após lê-los com cuidado