TEXTO 2
Os sapos
Enfunando os papos,
Saem da penumbra.
Aos pulos, os sapos.
A luz os deslumbra.
[...]
O sapo-tanoeiro,
Parnasiano aguado,
Diz: – “Meu cancioneiro
É bem martelado.
[...]
Vai por cinquenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A fôrmas a forma.”
[...]
Manuel Bandeira. Os sapos. Excerto.
TEXTO 3
Profissão de fé
Torce, aprimora, alteia, lima
A frase; e, enfim,
No verso de ouro engasta a rima,
Como um rubim.
Quero que a estrofe cristalina,
Dobrada ao jeito
Do ourives, saia da oficina
Sem um defeito [...]
Assim procedo. Minha pena
Segue esta norma,
Por te servir, Deusa serena,
Serena Forma!
Olavo Bilac. Profissão de fé. Excerto.
Os Textos 2 e 3 são representativos, respectivamente, do Modernismo e do Parnasianismo.
Considerando esse contexto de produção dos poemas, assinale a alternativa correta.