Texto 3
O povo ao poder
Quando nas praças s'eleva
Do povo a sublime voz...
Um raio ilumina a treva
O Cristo assombra o algoz...
Que o gigante da calçada
Com pé sobre a barricada
Desgrenhado, enorme, e nu,
Em Roma é Catão ou Mário,
É Jesus sobre o Calvário,
É Garibaldi ou Kossuth.
A praça! A praça é do povo
Como o céu é do condor
É o antro onde a liberdade
Cria águias em seu calor.
Senhor!... pois quereis a praça?
Desgraçada a populaça
Só tem a rua de seu...
Ninguém vos rouba os castelos
Tendes palácios tão belos...
Deixai a terra ao Anteu.
[...]
Irmãos da terra da América,
Filhos do solo da cruz,
Erguei as frontes altivas,
Bebei torrentes de luz...
Ai! soberba populaça,
Rebentos da velha raça
Dos nossos velhos Catões,
Lançai um protesto, ó povo,
Protesto que o mundo novo
Manda aos tronos e às nações.
ALVES, Castro. O povo ao poder. Excertos. Disponível em: http://www.projetomemoria.art.br/CastroAlves/memorias/memoriasamorpovo.html Acesso em: 16 jul. 2021.
Texto 4
Um frevo novo
A praça Castro Alves é do povo
Como o céu é do avião
Um frevo novo, um frevo
Um frevo novo
Todo mundo na praça
Manda a gente sem graça pro salão
Mete o cotovelo e vai abrindo o caminho
Pegue no meu cabelo pra não se perder e
terminar sozinho
O tempo passa mas na raça eu chego lá
É aqui nessa praça que tudo vai ter que
pintar.
VELOSO, Caetano. Um frevo novo. Disponível em: https://www.letras.mus.br/caetanoveloso/44787/ Acesso em: 16 jul. 2021.
Texto 5
Texto 6
Com base na leitura dos Textos 3, 4, 5 e 6, e considerando as características da poesia de Castro Alves, assinale a alternativa CORRETA.