TEXTO 5
Evocação do Recife
Recife
Não a Veneza americana
Não a Mauritsstad dos armadores das Índias Ocidentais
Não o Recife dos Mascates
Nem mesmo o Recife que aprendi a amar depois
Recife das Revoluções libertárias
Mas o Recife sem história nem literatura
Recife sem mais nada
Recife da minha infância
A Rua da União onde eu brincava de chicote-queimado e partia as vidraças da casa de [ Dona Aninha Viegas Totônio Rodrigues era muito velho e botava o pincenê na ponta do nariz. Depois do jantar as famílias tomavam a calçada com cadeiras, mexericos, namoros [ risadas
A gente brincava no meio da rua
Os meninos gritavam:
Coelho sai! Não sai!
(Bandeira, Manuel. Obras Completas. Nova Aguillar)
TEXTO 6
Voltei, Recife
Voltei, Recife
Foi a saudade
Que me trouxe pelo braço
Quero ver novamente "Vassoura"
Na rua abafando
Tomar umas e outras
E cair no passo
Cadê "Toureiros"?
Cadê "Bola de Ouro"?
"As Pás", “Os lenhadores"
O "Bloco Batutas de São José"?
Quero sentir
A embriaguez do frevo
Que entra na cabeça
Depois toma o corpo
E acaba no pé
(Alceu Valença. CD Amigo da Arte)
Depois de ter lido os TEXTOS 5 e 6, observe as sentenças abaixo e assinale a alternativa INCORRETA.