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A ciência confirma...
É triste dizer, mas a depressão está no ar. Segundo a OMS, mais de 300 milhões de pessoas sofrem com o problema atualmente. E a tendência é que esse número não pare de crescer. Alarmada, a própria OMS lançou um apelo aos países: é hora de todos incluírem o tema em suas políticas públicas de saúde. Acontece que não basta dar remédio a esse montão de gente que está com a mente em apuros. A solução, tanto em matéria de prevenção como em termos de tratamento, engloba outros ajustes, como mudança de hábitos.
Nesse sentido, pode apostar: teremos de suar para reverter a situação. Literalmente. Novos estudos reforçam o poder da atividade física para o bem-estar psicológico, a ponto de o exercício virar prescrição para pessoas deprimidas (ao lado da psicoterapia e dos medicamentos).
Embora os impactos do esforço físico na esfera mental sejam um campo de pesquisa novo, multiplicam-se evidências de que caminhar, pedalar e malhar melhoram a qualidade de vida de quem anda pra baixo. É provável que o efeito do exercício físico se aproxime muito daquele dos antidepressivos.
Sabe-se que os esportes promovem a liberação de endorfina, o hormônio do prazer, e de outros neurotransmissores por trás da sensação de bem-estar. Experimentos recentes mostram que suar a camisa também estimula o crescimento de células nervosas do hipocampo, região do cérebro que rege a memória e o humor.
Esse estímulo aos neurônios é o que ajuda a entender os reflexos positivos de longo prazo – vão muito além, portanto, da sensação imediata de prazer e de dever cumprido após a academia. Só que este efeito terapêutico depende de regularidade e persistência.
Saúde é vital. Setembro de 2018, p. 61. Adaptado.
Um título deve fazer jus, com relevância, às ideias abordadas, globalmente, no texto. Assinale a alternativa que cumpre esse princípio ao completar o seguinte título, proposto para o Texto:
“A ciência confirma...