TEXTO
A Saga das vacinas
A vacina é um daqueles heróis com um passado obscuro. Por ano, ela previne 3 milhões de morte ao redor do mundo, segundo a OMS, e oferece proteção para mais de 30 doenças. Poucos investimentos trouxeram um custo-benefício tão bom ao logo da história da humanidade: controle de epidemias, redução da mortalidade infantil, uma economia brutal para os serviços de saúde.
Acima de tudo, porém, a ciência da vacina chama a atenção pela elegância. Se há uma novidade na microbiologia, existe alguém pensando em como usá-la para criar uma vacina melhor – seja para doenças novas, inéditas na carteira de vacinação, ou para aquelas cuja imunização poderia ter sido mais eficiente. Por essas, a vacina costuma ser o creme de la creme das ciências da saúde. Mas nem sempre foi assim.
A ideia da vacina existe há mais de mil anos. Mas, nos seus primórdios, a vacinação era indubitavelmente bruta. E arriscada. Eram meios desesperados para situações desesperadas.
A história da vacina começa com a varíola, uma doença viral (hoje, erradicada), cujas epidemias aterrorizaram gerações. As primeiras tentativas de provocar, de propósito, versões mais brandas da doença, para proteger indivíduos saudáveis, teriam ocorrido ainda no século X, na Índia e na China. Já os métodos que eles utilizavam... Bem, eram engenhosos, por um lado, e bizarros, por outro.
[...]
Ou seja, elas, as vacinas, tiveram um início gosmento. Depois, salvaram o mundo. E agora contam com a engenharia genética da ciência moderna para dar seu próximo salto.
(Revista Super Interessante. Edição 408, outubro, 2019. Adaptado).
A coesão do texto costuma depender de certos recursos lexicais e gramaticais expostos na superfície do texto. No caso do Texto, entre tais recursos, podemos incluir:
1) a estrita correção linguística, conforme os padrões cultos da língua portuguesa.
2) o uso de formas pronominais que retomam referências anteriores, como em: “Por ano, ela previne...”
3) o própria repetição da palavra „vacina‟, o que sinaliza a continuidade temática pretendida.
4) a contiguidade de sentido entre palavras como doença, epidemia, vacina, mortalidade etc.
5) o uso de preposições e conjunções entre unidades sintáticas de significação.
Estão corretamente referidos os recursos em: