TEXTO
Fräulein engole quase um remorso porque se apanha a divagar. Queixumes do
deus encarcerado. O homem-da-vida quer apagar tantas nuvens e afirma ríspido que
não trata-se de nada disso: a profissão dela se resume a ensinar primeiros passos, a
abrir olhos, de modo a prevenir os inexperientes da cilada das mãos rapaces. E evitar
[5] as doenças, que tanto infelicitam o casal futuro. Profilaxia. Aqui o homem-do-sonho
corcoveia, se revolta contra a aspereza do bom senso e berra: Profilaxia, não! Mas
porém deverá parolar, quando mais chegadinho o convívio, sobre essas “meretrizes”
que chupam o sangue do corpo sadio. O sangue deve ser puro.
Vejam por exemplo a Alemanha, quedê raça mais forte? Nenhuma. E justamente
[10] porque mais forte e indestrutível neles o conceito da família. Os filhos nascem robustos.
As mulheres são grandes e claras. São fecundas. O nobre destino do homem é se
conservar sadio e procurar esposa prodigiosamente sadia. De raça superior, como ela,
Fräulein. Os negros são de raça inferior. Os índios também. Os portugueses também.
ANDRADE, Mário de. Amar, verbo intransitivo. Rio de Janeiro: Agir, 2008, pp. 37 e 38).
Assinale a alternativa incorreta em relação à obra Amar, verbo intransitivo, Mário de Andrade, e ao Texto .