Texto I
Psicologia de um Vencido
Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênesis da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.
Profundissimanente hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância...
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia
Que se escapa da boca de um cardíaco.
Já o verme – este operário das ruínas –
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e à vida em geral declara guerra,
Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E há de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânica da terra!
(AUGUSTO DOS ANJOS / seleção de textos, notas, estudos biográfico, histórico e crítico e exercícios por Zenir Campos Reis.– São Paulo:Abril Educação, 1982. Literatura Comentada. Página 19)
Texto 2
O morcego
Meia-noite. Ao meu quarto me recolho.
Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede:
Na bruta ardência orgânica da sede,
Morde-me a goela ígneo e escaldante molho.
“Vou mandar levantar outra parede...”
- Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho
E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho,
Circularmente sobre a minha rede!
Pego de um pau. Esforços faço. Chego
A tocá-lo. Minha alma se concentra.
Que ventre produziu tão feio parto?!
A Consciência Humana é este morcego!
Por mais que a gente faça, à noite, ele entra
Imperceptivelmente em nosso quarto!
(AUGUSTO DOS ANJOS – idem, ibdem, página 18)
Apresentação do autor:
AUGUSTO DOS ANJOS (1884-1914) é natural da Paraíba, estado em que passou a infância. Formou-se em Direito no Recife, mas trabalhou a vida inteira como professor de Literatura, primeiro na terra natal e depois no Rio de Janeiro. Em 1914, é nomeado diretor de um grupo escolar em Leopoldina, Minas Gerais. Vítima de pneumonia, faleceu em novembro desse ano, com apenas 30 anos de idade. Sua obra está contida no livro
Eu, publicado em 1912, mas reeditado várias vezes com o título de
Eu e Outras Poesias.
Trata-se de um autor de difícil enquadramento nos limites de uma estética literária, pois sua poesia (a que muitos dão o nome de poesia da estranheza) incorpora elementos de diversas tendências e estilos. Apesar disso, Augusto dos Anjos é – à falta de melhor classificação – colocado no período a que se convencionou chamar Pré-Modernismo.
Profundissimanente hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância...
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia
Que se escapa da boca de um cardíaco.
Já o verme – este operário das ruínas –
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e à vida em geral declara guerra,
Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E há de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânica da terra!
(AUGUSTO DOS ANJOS / seleção de textos, notas, estudos biográfico, histórico e crítico e exercícios por Zenir Campos Reis.– São Paulo:Abril Educação, 1982. Literatura Comentada. Página 19)
Texto 2
O morcego
Meia-noite. Ao meu quarto me recolho.
Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede:
Na bruta ardência orgânica da sede,
Morde-me a goela ígneo e escaldante molho.
“Vou mandar levantar outra parede...”
- Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho
E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho,
Circularmente sobre a minha rede!
Pego de um pau. Esforços faço. Chego
A tocá-lo. Minha alma se concentra.
Que ventre produziu tão feio parto?!
A Consciência Humana é este morcego!
Por mais que a gente faça, à noite, ele entra
Imperceptivelmente em nosso quarto!
(AUGUSTO DOS ANJOS – idem, ibdem, página 18)
Apresentação do autor:
AUGUSTO DOS ANJOS (1884-1914) é natural da Paraíba, estado em que passou a infância. Formou-se em Direito no Recife, mas trabalhou a vida inteira como professor de Literatura, primeiro na terra natal e depois no Rio de Janeiro. Em 1914, é nomeado diretor de um grupo escolar em Leopoldina, Minas Gerais. Vítima de pneumonia, faleceu em novembro desse ano, com apenas 30 anos de idade. Sua obra está contida no livro
Eu, publicado em 1912, mas reeditado várias vezes com o título de
Eu e Outras Poesias.
Trata-se de um autor de difícil enquadramento nos limites de uma estética literária, pois sua poesia (a que muitos dão o nome de poesia da estranheza) incorpora elementos de diversas tendências e estilos. Apesar disso, Augusto dos Anjos é – à falta de melhor classificação – colocado no período a que se convencionou chamar Pré-Modernismo.
Já o verme – este operário das ruínas –
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e à vida em geral declara guerra,
Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E há de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânica da terra!
(AUGUSTO DOS ANJOS / seleção de textos, notas, estudos biográfico, histórico e crítico e exercícios por Zenir Campos Reis.– São Paulo:Abril Educação, 1982. Literatura Comentada. Página 19)
Texto 2
O morcego
Meia-noite. Ao meu quarto me recolho.
Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede:
Na bruta ardência orgânica da sede,
Morde-me a goela ígneo e escaldante molho.
“Vou mandar levantar outra parede...”
- Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho
E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho,
Circularmente sobre a minha rede!
Pego de um pau. Esforços faço. Chego
A tocá-lo. Minha alma se concentra.
Que ventre produziu tão feio parto?!
A Consciência Humana é este morcego!
Por mais que a gente faça, à noite, ele entra
Imperceptivelmente em nosso quarto!
(AUGUSTO DOS ANJOS – idem, ibdem, página 18)
Apresentação do autor:
AUGUSTO DOS ANJOS (1884-1914) é natural da Paraíba, estado em que passou a infância. Formou-se em Direito no Recife, mas trabalhou a vida inteira como professor de Literatura, primeiro na terra natal e depois no Rio de Janeiro. Em 1914, é nomeado diretor de um grupo escolar em Leopoldina, Minas Gerais. Vítima de pneumonia, faleceu em novembro desse ano, com apenas 30 anos de idade. Sua obra está contida no livro
Eu, publicado em 1912, mas reeditado várias vezes com o título de
Eu e Outras Poesias.
Trata-se de um autor de difícil enquadramento nos limites de uma estética literária, pois sua poesia (a que muitos dão o nome de poesia da estranheza) incorpora elementos de diversas tendências e estilos. Apesar disso, Augusto dos Anjos é – à falta de melhor classificação – colocado no período a que se convencionou chamar Pré-Modernismo.
(AUGUSTO DOS ANJOS / seleção de textos, notas, estudos biográfico, histórico e crítico e exercícios por Zenir Campos Reis.– São Paulo:Abril Educação, 1982. Literatura Comentada. Página 19)
Texto 2
O morcego
Meia-noite. Ao meu quarto me recolho.
Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede:
Na bruta ardência orgânica da sede,
Morde-me a goela ígneo e escaldante molho.
“Vou mandar levantar outra parede...”
- Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho
E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho,
Circularmente sobre a minha rede!
Pego de um pau. Esforços faço. Chego
A tocá-lo. Minha alma se concentra.
Que ventre produziu tão feio parto?!
A Consciência Humana é este morcego!
Por mais que a gente faça, à noite, ele entra
Imperceptivelmente em nosso quarto!
(AUGUSTO DOS ANJOS – idem, ibdem, página 18)
Apresentação do autor:
AUGUSTO DOS ANJOS (1884-1914) é natural da Paraíba, estado em que passou a infância. Formou-se em Direito no Recife, mas trabalhou a vida inteira como professor de Literatura, primeiro na terra natal e depois no Rio de Janeiro. Em 1914, é nomeado diretor de um grupo escolar em Leopoldina, Minas Gerais. Vítima de pneumonia, faleceu em novembro desse ano, com apenas 30 anos de idade. Sua obra está contida no livro
Eu, publicado em 1912, mas reeditado várias vezes com o título de
Eu e Outras Poesias.
Trata-se de um autor de difícil enquadramento nos limites de uma estética literária, pois sua poesia (a que muitos dão o nome de poesia da estranheza) incorpora elementos de diversas tendências e estilos. Apesar disso, Augusto dos Anjos é – à falta de melhor classificação – colocado no período a que se convencionou chamar Pré-Modernismo.
Texto 2
O morcego
Meia-noite. Ao meu quarto me recolho.
Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede:
Na bruta ardência orgânica da sede,
Morde-me a goela ígneo e escaldante molho.
“Vou mandar levantar outra parede...”
- Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho
E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho,
Circularmente sobre a minha rede!
Pego de um pau. Esforços faço. Chego
A tocá-lo. Minha alma se concentra.
Que ventre produziu tão feio parto?!
A Consciência Humana é este morcego!
Por mais que a gente faça, à noite, ele entra
Imperceptivelmente em nosso quarto!
(AUGUSTO DOS ANJOS – idem, ibdem, página 18)
Apresentação do autor:
AUGUSTO DOS ANJOS (1884-1914) é natural da Paraíba, estado em que passou a infância. Formou-se em Direito no Recife, mas trabalhou a vida inteira como professor de Literatura, primeiro na terra natal e depois no Rio de Janeiro. Em 1914, é nomeado diretor de um grupo escolar em Leopoldina, Minas Gerais. Vítima de pneumonia, faleceu em novembro desse ano, com apenas 30 anos de idade. Sua obra está contida no livro
Eu, publicado em 1912, mas reeditado várias vezes com o título de
Eu e Outras Poesias.
Trata-se de um autor de difícil enquadramento nos limites de uma estética literária, pois sua poesia (a que muitos dão o nome de poesia da estranheza) incorpora elementos de diversas tendências e estilos. Apesar disso, Augusto dos Anjos é – à falta de melhor classificação – colocado no período a que se convencionou chamar Pré-Modernismo.
Apresentação do autor:
AUGUSTO DOS ANJOS (1884-1914) é natural da Paraíba, estado em que passou a infância. Formou-se em Direito no Recife, mas trabalhou a vida inteira como professor de Literatura, primeiro na terra natal e depois no Rio de Janeiro. Em 1914, é nomeado diretor de um grupo escolar em Leopoldina, Minas Gerais. Vítima de pneumonia, faleceu em novembro desse ano, com apenas 30 anos de idade. Sua obra está contida no livro
Eu, publicado em 1912, mas reeditado várias vezes com o título de
Eu e Outras Poesias.
Trata-se de um autor de difícil enquadramento nos limites de uma estética literária, pois sua poesia (a que muitos dão o nome de poesia da estranheza) incorpora elementos de diversas tendências e estilos. Apesar disso, Augusto dos Anjos é – à falta de melhor classificação – colocado no período a que se convencionou chamar Pré-Modernismo.
AUGUSTO DOS ANJOS (1884-1914) é natural da Paraíba, estado em que passou a infância. Formou-se em Direito no Recife, mas trabalhou a vida inteira como professor de Literatura, primeiro na terra natal e depois no Rio de Janeiro. Em 1914, é nomeado diretor de um grupo escolar em Leopoldina, Minas Gerais. Vítima de pneumonia, faleceu em novembro desse ano, com apenas 30 anos de idade. Sua obra está contida no livro
Eu, publicado em 1912, mas reeditado várias vezes com o título de
Eu e Outras Poesias.
Trata-se de um autor de difícil enquadramento nos limites de uma estética literária, pois sua poesia (a que muitos dão o nome de poesia da estranheza) incorpora elementos de diversas tendências e estilos. Apesar disso, Augusto dos Anjos é – à falta de melhor classificação – colocado no período a que se convencionou chamar Pré-Modernismo.
Analise os aspectos seguintes extraídos dos textos em questão.
I- “Come, e à vida em geral declara guerra...” (texto I)
*A forma verbal destacada acima poderá ser mantida, sem qualquer alteração, em todos os seguintes períodos: Contra mim _____guerraa maior parte dos vizinhos. / Qual de vós _____guerra contra mim? / Somos nós quem _______guerra aos pernilongos./ Um ou outro vizinho_________guerra contra mim./ ________guerra às drogas ela, eu e seus primos.
II – “Que o sangue podre das carnificinas...” (texto I)
*O termo destacado exerce uma função sintática que se repetirá, sem exceção, nos seguintes casos: Não há dor que não tenha fim um dia./ Serão homenageados os operários que edificaram esta igreja./ Conheço algumas pessoas que não abrem mão de seus princípios./ Amigo fiel é aquele que, em nenhuma circunstância, não nos abandona. / Muitas pessoas que moram sob uma ponte não desejam outro lugar para viver.
III- “Pego de um pau. Esforços faço. Chego...” (texto II)
*A função sintática destacada nesse versos repete-se em todas as seguintes ocorrências: Puxando do dinheiro, fiz-lhe uma oferta irrecusável./ “Mulher que a dois ama, a ambos engana.” / “Vence ao mal ao remédio.” / “Judas traiu a Cristo por 30 moedas.” / “Há, nesta escola, um mestre a quem idolatro.”
Está correto que se afirma em