TEXTO
Imagem: as características do interlocutor
Talvez você nunca tenha parado para pensar no assunto, mas não existe situação persuasiva em que uma pessoa se encontre sozinha. Para que o discurso persuasivo exista, é absolutamente imprescindível a existência de pelo menos duas pessoas que dialoguem. Claro que o número de interlocutores pode ser expandido. Além disso, é importante notar que todos devem apresentar a mesma motivação para participarem do diálogo, o que lhes confere certa identidade como interlocutores. Seria muito difícil imaginar uma situação de persuasão em que alguém procurasse convencer, a agir de uma determinada forma, uma plateia completamente heterogênea.
Você sabe com quem está falando?”
Esta pergunta ficou famosa no Brasil por marcar situações de prepotência, em que um dos interlocutores se julga superior ao outro, e, portanto, não admite ser questionado.
Aqui fazemos a pergunta em um sentido completamente diferente: será que você, quando vai argumentar com alguém, pensa nas características dessa pessoa na hora de escolher os argumentos? Em outras palavras, você elabora uma imagem do seu interlocutor no momento de persuadilo?
Por que esse cuidado seria importante? Porque existem argumentos adequados a determinadas pessoas que jamais funcionariam com outras.
Você pode não ter consciência de estar formando uma imagem de seu interlocutor em situações persuasivas, mas provavelmente faz isso, mesmo sem perceber. Devemos adaptar nossos argumentos a quem pode ser mais facilmente convencido.
Abaurre et al. Português, Língua e Literatura. São Paulo: Moderna, 2000, p. 272. Adaptado.
Observe a regência verbal em uso no seguinte fragmento do texto: “Esta pergunta ficou famosa no Brasil por marcar situações de prepotência, em que um dos interlocutores se julga superior ao outro”.
Analise as alternativas seguintes e identifique aquela em que a regência verbal também está inteiramente de acordo com as normas.