TEXTO:
Stephen Hawking vive em um tempo fora
do tempo. Segundo ele, o tempo real, esse
que marcamos no relógio e que impede
eventos de ocorrer simultaneamente, é uma
[5] abstração, uma invenção psicológica. Para ele, o que
interessa é o que chama de “tempo imaginário”,
inexistente para os padrões humanos, quando a mais
ínfima fração de segundo e bilhões de anos são a mesma
coisa diante da eternidade. Tudo o que existe no universo
[10] está submetido às mesmas leis que regem o cosmo.
Com essa premissa, em 1988, o cientista publicou o
livro Uma breve história do tempo e conseguiu a proeza
de vender mais de 10 milhões de exemplares ao redor
do mundo. Fez a ciência se aproximar do leigo.
[15] As preocupações e motivações de Stephen
Hawking sempre foram de natureza existencial. Por isso,
desde criança, mostrou um interesse peculiar por temas
como “por que estamos aqui, como e de onde viemos e
para onde vamos”. “Eu queria sondar as profundezas do
[20] universo”, escreveu certa vez. Recentemente, ele lançou
a autobiografia Minha breve história, que aborda apenas
alguns aspectos de sua vida.
De acordo com Gleiser, Hawking tem uma
importância para a humanidade que vai além da ciência.
[25] “Ele inspira milhões de pessoas, aproximando-as do
imaginário científico. Hawking tornou-se uma figura
meio mítica, um cérebro aprisionado em um corpo quase
morto, uma espécie de ponte entre nossa realidade e
as ideias mais avançadas da cosmologia e da astrofísica.
[30] Como ele mesmo disse, “onde há vida, há esperança”,
declara.
DUARTE, Maurício. Na contramão das probabilidades. Disponível em: http://www.revistadacultura.com.br/revistadacultura/detalhe/15-01- 06/Nacontram%C3%A3odasprobabilidades.aspx . Acesso em: 9 mar. 2015.
Considerando-se os aspectos temáticos do texto, é correto afirmar: