TEXTO
MEU ROÇADO
Duzentos passos da terra
Arrendei para o roçado,
E empurrei no mato a foice,
E depois de broqueado,
Fui à derruba e picá-lo
Empanando o meu machado! [...]
Seco o mato fiz a cama
E acabando de aceirá-lo,
Pus-lhe fogo... que buraco!
Não custou encoivaras,
E eu tratava de cercá-lo. [...]
Vindo que fosse o inverno,
Plantá-lo fomos um dia,
As covas eu preparava,
O resto Joana fazia,
Punha a semente, e de terra
Com seu pé a cova enchia. [...]
Bom inverno! Em pouco tempo
Meu legume vi nascer!
Chamei Joana para vê-lo...
Tudo então era prazer!
Que alegria sente a gente
Vendo o que planta crescer! [...]
Bom inverno! Após a limpa
Todo o milho apendoou;
A mandioca escurece...
O meu arroz cacheou;
Jerimum e feijão verde
Logo em casa se provou! [...]
Fontes: GALENO, Juvenal. Lendas e canções populares. Fortaleza: Secult, 2010. (páginas: 131-132)
Considere o seguinte fragmento, retirado do TEXTO:
“O resto Joana fazia...”
Indique a opção em que o verbo apresenta a mesma transitividade do verbo fazer no fragmento anterior: