TEXTO:
Morri! E a Terra — a mãe comum — o brilho
Destes meus olhos apagou!… Assim
Tântalo, aos reais convivas, num festim,
Serviu as carnes do seu próprio filho!
[5] Por que para este cemitério vim?!
Por quê?! Antes da vida o angusto trilho
Palmilhasse, do que este que palmilho
E que me assombra, porque não tem fim!
No ardor do sonho que o fronema exalta
[10] Construí de orgulho ênea pirâmide alta,
Hoje, porém, que se desmoronou
A pirâmide real do meu orgulho,
Hoje que apenas sou matéria e entulho
Tenho consciência de que nada sou!
ANJOS, Augusto dos. Vozes de um túmulo. EU. Disponível em: https://escolaeducacao.com.br/melhores-poemas-de augusto-dosanjos/. Acesso em 12 nov. 2019.
Dentre as características pertinentes à obra do poeta Augusto dos Anjos, a única que se afasta do seu fazer literário está em