TEXTO:
No mundo há muitas armadilhas
e muitas bocas a te dizer
que a vida é pouca
que a vida é louca
E por que não a Bomba? te perguntam.
Por que não a Bomba para acabar com tudo, já
que a vida é louca?
[...]
A vida é pouca
a vida é louca
mas não há senão ela.
E não te mataste, essa é a verdade.
Estás preso à vida como numa jaula.
Estamos todos presos
nesta jaula que Gagárin foi o primeiro a ver
de fora e nos dizer: é azul.
E já o sabíamos, tanto
que não te mataste e não vais
te matar
e aguentarás até o fim.
GULLAR, Ferreira.No mundo há muitas armadilhas. Dentro da noite veloz. São Paulo: Circulo do Livro, s.d. p. 46-47.
Ferreira Gullar faz parte da tendência literária — na poesia contemporânea — em que se explora uma temática centrada na denúncia dos problemas do mundo.O texto comprova isso.
Assim, está em desacordo com as ideias dos versos o que se afirma na alternativa