Texto para a questão.
Aprendi cedo, sem o perceber, que o Brasil é o país da procrastinação, e que, nessa terra, a lentidão é “protocolar, litúrgica, dignificante”, tanto que o Brasil “não tem problemas, apenas soluções adiadas”, conforme ensina Luís da Câmara Cascudo.
A história, quando se trata de outros países, possui múltiplas definições: “a soma das coisas que poderiam ter sido evitadas” (Konrad Adenauer), ou “o conjunto de mentiras sobre as quais se chegou a um acordo” (Napoleão).
Para o Brasil, embora simpatize com a definição de Cacá Diegues – “uma senhora bêbada que tropeça em tudo que vê” – acho mais preciso adotar a ideia de que nossa história é uma opulenta coleção de adiamentos, às vezes, interrompida pelo medo.
Gustavo Franco, “A visão do precipício”, www.estadao.com.br 26.01.2019.
Considerando-se o contexto, conclui-se que “procrastinação” se liga mais diretamente, quanto ao sentido, à seguinte palavra do texto: