Texto para a questão
Fabiano esfregou as mãos satisfeito e empurrou os tições com a
ponta da alpercata. As brasas estalaram, a cinza caiu, um círculo de luz
espalhou-se em redor da trempe de pedras, clareando vagamente os pés
do vaqueiro, os joelhos da mulher e os meninos deitados. De quando em
[5] quando estes se mexiam, porque o lume era fraco e apenas aquecia
pedaços deles. Outros pedaços esfriavam recebendo o ar que entrava
pelas rachaduras das paredes e pelas gretas da janela. Por isso não
podiam dormir. Quando iam pegando no sono, arrepiavam-se, tinham
precisão de virar-se, chegavam-se à trempe e ouviam a conversa dos pais.
[10] Não era propriamente conversa, eram frases soltas, espaçadas, com
repetições e incongruências. Às vezes uma interjeição gutural dava
energia ao discurso ambíguo. Na verdade nenhum deles prestava atenção
às palavras do outro: iam exibindo as imagens que lhes vinham ao
espírito, e as imagens sucediam-se, deformavam-se, não havia meio de
[15] dominá-las.
Graciliano Ramos, Vida secas.
Considere os seguintes pronomes empregados no texto:
I “estes” (L. 5), “lhes” (L. 13);
II “deles” (L. 6), “deles” (L. 12);
III “que” (L. 13), “las” (L. 15).
Têm o mesmo referente apenas os pronomes citados em