Texto para a questão
Museu da Inconfidência*
São palavras no chão
e memória nos autos.
as casas inda restam,
os amores, mais não.
E restam poucas roupas,
sobrepeliz de pároco,
a vara de um juiz,
anjos, púrpuras, ecos.
Macia flor de olvido,
sem aroma governas
o tempo ingovernável.
Muros pranteiam. Só.
Toda história é remorso.
Carlos Drummond de Andrade, Claro enigma.
*Museu instalado em Ouro Preto, MG, antiga Vila Rica.
É compatível com a síntese a que chega o poema sobretudo o pensamento (adaptado) que se encontra em: