Texto
Um universo sem fim
Fomos alfabetizados para poder ler tudo o que quisermos. Descobrir o que os outros pensam ou pensaram, saber o que já aconteceu e o que pode vir a acontecer. Entender melhor o mundo em que vivemos e imaginar como poderia ser melhor do que é. Um universo sem fim espera por nós nos livros. Basta abri-los e deixar-nos levar pelas palavras, que se encadeiam nas folhas finas. [...]
Os miseráveis, do romancista francês Victor Hugo, foi publicado, pela primeira vez, na França, em 1862. Transformou-se logo em grande sucesso. Foi traduzido para diversas línguas. Percorreu o mundo. É uma história com forte cunho social, mas o enredo, em que um ex-prisioneiro é perseguido sem tréguas por um inspetor fanático, tem fortes elementos de trama policial.
Jean Valjean, o herói, foi condenado a trabalho forçado por roubar um pão para a família faminta. Cumpriu pena. Mesmo assim, para fugir de seu perseguidor e se reabilitar, precisou trocar de identidade. Sob disfarce, tornou-se um grande empresário. Promoveu o desenvolvimento da cidade, ajudou a todos que precisavam dele.
Mas Javert, o policial, não desistia de lhe seguir os rastros. Vivia no encalço de Jean Valjean. Criava espertas armadilhas para que a verdadeira identidade do ex-condenado fosse revelada. [...] A sucessão dos acontecimentos e as difíceis circunstâncias vividas pelas personagens levantam questões sobre lei, justiça e solidariedade.
Acima de tudo, Os miseráveis mostra como uma pessoa pode se transformar graças à ação de outra. No caso, a mudança ocorre quando um homem injustiçado recebe de alguém compreensão e generosidade. História de fugas, trapaças e armadilhas, esta também é uma história de amor entre jovens. Aqui são relatados interesses e atitudes muito mesquinhos, mas também grandes gestos de desprendimento e bondade.
CADEMARTORI, Lígia. In. HUGO, Victor. Os miseráveis. Tradução e adaptação de Walcyr Carrasco. São Paulo: FTD, 2001. (Coleção Literatura em minha casa; v. 4). Adaptado do texto de apresentação.
Na construção dos textos, não é necessário explicitar, sempre, todos os elementos ou informações. Quem fala (ou escreve) espera que o ouvinte ou leitor faça uso de inferências e pistas gramaticais, para identificar aquele elemento ausente no texto e certas opções sintáticas.
Utilize os seus conhecimentos sobre a língua e mostre que você entendeu o texto, assinalando a única alternativa que NÃO identifica corretamente o elemento ausente entre colchetes.