TEXTO
XIII
O meu amor é uma flauta alta.
Auto em si,
desce dos montes e das colinas trêmulo,
estranho e abandonado,
entre o balir dos gerânios,
os ventos e o orvalho sangrando
em bolhas de luz seu destino.
O meu amor é poema,
sopro de flauta de um menino!
Nunca é estrangeiro o meu amor.
Entre musgos, sarças e violetas, nasce,
cresce, caminha: abre-se em flor!
(VIEIRA, Delermando. Os tambores da tempestade. Goiânia: Poligráfica, 2010. p. 35)
No Texto, o poeta deixa explícitas duas metáforas do amor (“o meu amor é uma flauta alta; o meu amor é poema”) e uma implícita (“o meu amor [...] abre-se em flor” = o amor é flor).
A construção dessas metáforas revela (assinale a alternativa correta):