Textos para a questão
I- [...] vejo milhares de homens de fisionomias discordes, de cor vária e de caracteres diferentes.
E esses homens formam círculos concêntricos, como os que forma a pedra, caindo no
meio das águas plácidas de um lago.
E os que formam os círculos externos têm maneiras submissas e respeitosas, são de cor
preta; — e os outros, que são como um punhado de homens, formando o centro de todos
os círculos, têm maneiras senhoris e arrogantes, e são de cor branca.
(DIAS, Antônio Gonçalves, Meditação Guanabara, revista mensal, artística, científica e literária, Rio de
Janeiro tomo i, 1850, p. 102.)
II- Mas que vejo eu aí... Que quadro d'amarguras!
É canto funeral! ... Que tétricas figuras! ...
Que cena infame e vil... Meu Deus!
Meu Deus! Que horror!
Era um sonho dantesco... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?!
(...)
(Navio Negreiro, Cantos II, IV e V, Castro Alves.)
Os excertos trabalham o tema da escravidão.
Avaliando atentamente os recursos poéticos utilizados em cada um deles, pode-se dizer que o movimento literário a que pertencem é o: