“Thomas Kuhn considera que a história da ciência é feita de descontinuidades e de rupturas radicais [e] designa os momentos de ruptura e de criação de novas teorias com a expressão revolução científica.” A revolução “acontece quando o cientista descobre que o paradigma disponível não consegue explicar um fenômeno ou um fato novo, sendo necessário produzir um outro paradigma, até então inexistente e cuja necessidade não era sentida pelos investigadores.” (CHAUÍ, M. Convite à filosofia. 14ª ed. São Paulo: Ática, 2011. pág. 281.)
Sobre paradigma e revolução científica, assinale o que for correto.
01) Para Thomas Kuhn, um bom exemplo de revolução científica é a mudança na explicação do sistema solar de geocêntrico, atribuída a Ptolomeu, para o heliocêntrico, atribuída a Copérnico.
02) A descontinuidade na ciência é a sucessão histórica de teorias científicas que possuem princípios, conceitos, métodos e conhecimentos completamente diferentes. Por exemplo, a geometria euclidiana é diferente da geometria contemporânea.
04) Gaston Bachelard contesta a ideia de que há descontinuidade e rupturas epistemológicas nas ciências, pois duas ciências, apesar de historicamente sucessivas, desde que atuem no mesmo campo semântico, não podem ser completamente diferentes, mas ampliadas progressivamente.
08) Karl Popper se opõe à noção de descontinuidade nas ciências afirmando que a “falseabilidade” de uma teoria científica (a possibilidade de ser falsa), com o surgimento de fatos novos, é um critério que garante o progresso de uma ciência.
16) Para Paul K. Feyerabend, o empirismo moderno é a tendência que instaura o método experimental como o único que assegura às ciências um progresso constante a partir da experiência como fundamento de um conhecimento sólido e seguro da realidade.