“Todo brasileiro, mesmo o alvo, de cabelo louro, traz na alma, quando não na alma e no corpo a sombra, ou pelo menos a pinta, do indígena e do negro... Na ternura, na mímica excessiva, no catolicismo, em que se deliciam nosso sentidos, na música, no andar, na fala, no canto de ninar menino pequeno, em tudo que é expressão sincera de vida, trazemos quase todos a marca da influência negra.”
(FREYRE, Gilberto. Casa Grande & Senzala. São Paulo: Círculo do Livro, 1989, p. 307).
Sobre o sociólogo, que teve grande influência na intelectualidade brasileira e a obra acima publicada pela primeira vez nos anos de 1930, e o idílico cenário da democracia racial brasileira, é correto afirmar: