Tomado pela via linguagem diplomática, o conflito na Síria poderia ser descrito como uma guerra civil em que todo um lado, o governo e suas milícias, luta contra o outro, os rebeldes armados. Pelas notícias que chegaram ao longo de quinze meses, narradas pelos poucos jornalistas que entraram na Síria e pelos observadores internacionais, a sensação é outra. O que acontece no país árabe é um massacre da população civil, em que o poder descomunal e violento de um dos lados, o governo, não enfrenta um contrapeso relevante. (TEIXEIRA, 2012, p. 116).
A cautela dos países ocidentais quanto à intervenção internacional armada na Síria e o discurso de proteção à população civil, face aos ataques do governo sírio, relacionamse com